Um estudo da Climate Policy Initiative (CPI/PUC-Rio) revela que apenas 2% dos recursos internacionais recebidos pelo Brasil entre 2021 e 2022 foram destinados às florestas, apesar da importância desses ecossistemas na mitigação da crise climática. O financiamento climático para o país cresceu 84% no período, totalizando R$ 26,6 bilhões por ano, mas a maior parte foi direcionada ao setor de energia (53%), enquanto agropecuária, florestas e outros usos da terra receberam apenas 11%. A Europa Ocidental foi a principal fonte de recursos, com 50% do total, seguida por América Latina e Caribe. O setor privado também ampliou sua participação, representando 42% do total. O desafio é que investimentos em florestas enfrentam barreiras devido ao retorno mais longo e complexidades de uso da terra, apesar do crescente interesse global por soluções climáticas baseadas na natureza. Com a COP30 em Belém, o Brasil busca ampliar o financiamento para conservar e restaurar florestas, essenciais para reduzir emissões e capturar carbono. Foto: Ricardo Stuckert. Fonte: Agência Brasil.