Historiadores explicam que o desenvolvimento acima da média no Sul não se deve a uma suposta superioridade dos imigrantes europeus, mas ao modelo de colonização adotado no século 19. Diferentemente de outras regiões marcadas pelo latifúndio escravista e pela produção de exportação, o Sul passou por um processo de povoamento, no qual imigrantes alemães, italianos, poloneses e ucranianos receberam terras do governo, auxílio inicial e orientação técnica. O objetivo era ocupar fronteiras, garantir produção de alimentos e até incentivar políticas de “branqueamento” vigentes na época. Esses colonos, pequenos proprietários na Europa, instalaram-se em minifúndios, aprenderam com saberes locais e desenvolveram economias familiares diversificadas — modelo que se aproxima, em sentido amplo, de uma reforma agrária. Pesquisadores destacam que o êxito regional decorre dessa estrutura fundiária e não de etnia, e que ela influenciou movimentos posteriores pela terra, como o Master e o MST. Foto: Canva. Fonte: BBC News Brasil.