Ricardo Mussa, chair do SB COP30 e ex-CEO da Raízen, avaliou que o “roadmap” global para reduzir o uso de combustíveis fósseis — proposto pelo Brasil durante a COP30 — só avançará se evitar metas irreais e soluções “goela abaixo”. Para ele, a transição virá de eficiência, inovação e custos competitivos, e não do fim imediato dos fósseis. Mussa afirma ser ingênuo esperar que países ricos financiem a conta climática dos mais pobres e defende políticas públicas capazes de dar escala a tecnologias estratégicas, como fizeram China e Arábia Saudita. Ele reforça o papel dos créditos de carbono e vê espaço para que setores difíceis de descarbonizar comprem compensações em áreas de menor custo, desde que exista um mercado funcional. Para o executivo, a participação das empresas fósseis será crucial, inclusive com tecnologias como captura e armazenamento de carbono (CCS). Foto: Canva. Fonte: Money Times.