Em um cenário já desafiador para o setor sucroenergético, a rápida expansão do etanol de milho surge como novo fator de pressão sobre preços e margens. O aumento da oferta do biocombustível, somado à produção elevada de etanol de cana e à expectativa de um mix mais alcooleiro na safra 2026/27, tende a intensificar a concorrência. Para o professor do Insper, Marcos Jank, esse movimento pode reduzir a competitividade do etanol de cana e empurrar mais matéria-prima para a produção de açúcar, levantando dúvidas sobre a capacidade de absorção do mercado global. Dados da StoneX indicam que o etanol de milho já responde por cerca de 25% da produção nacional e pode chegar a 40% até 2035, exigindo maior atenção à gestão de risco e à sustentabilidade das usinas. Foto: Canva. Fonte: Money Times.