Segundo o agrônomo e estrategista Marcos Fava Neves, o agronegócio deve navegar até 2027 num ambiente mais exigente, no qual a expansão deixará de ser automática e ficará mais dependente de eficiência, gestão e tecnologia. A inteligência artificial está se consolidando no cotidiano das fazendas, com ganhos em precisão operacional e uso de insumos. Bioinsumos deixam de ser apenas tendência e se tornam parte estrutural da produção, ajudando na sustentabilidade e redução de custos. A bioenergia — incluindo SAF, etanol, biogás e biometano — ganha importância estratégica, com impactos até no custo energético do setor. Em termos financeiros, o controle de custos, a disciplina com juros elevados e a gestão do câmbio serão fatores centrais. A Reforma Tributária também exige atenção, com alterações graduais que requerem acompanhamento estratégico. Apesar dos desafios, Neves destaca que os fundamentos do agro brasileiro continuam sólidos e que a combinação de tecnologia, gestão e disciplina financeira será determinante para atravessar o próximo ciclo com mais consistência. Foto: Canva. Fonte: Forbes Agro.