Mesmo respondendo por cerca de dois terços do comércio mundial de açúcar, o Brasil não consegue influenciar os preços internacionais, segundo Ricardo Mussa, ex-CEO da Raízen. Para ele, o país atua como “price taker”, vendendo frequentemente com desconto, apesar da qualidade e da eficiência logística. Mussa atribui esse cenário à falta de coordenação estratégica nas exportações e à ausência de maior envolvimento do governo. Ele defende uma atuação mais organizada, semelhante à do Canadá no mercado de potássio, para fortalecer o poder de negociação. O executivo avalia ainda que o acordo Mercosul–União Europeia pode ajudar a reduzir distorções, embora não deva ampliar muito os volumes exportados. Foto: Divulgação. Fonte: Money Times.