A escalada das tensões no Oriente Médio tem levado o mercado a projetar um corte mais moderado da taxa Selic na reunião desta semana do Copom, com maior probabilidade de redução de 0,25 ponto percentual, para 14,75%. A alta e volatilidade do petróleo aumentaram os riscos inflacionários, influenciando a mudança de expectativa dos analistas, que antes majoritariamente apostavam em corte de 0,50 ponto. Segundo economistas como Solange Srour, do UBS Global Wealth Management, o cenário incerto exige maior cautela do Banco Central, mesmo diante de um câmbio mais favorável. As projeções de inflação também subiram, com estimativa de IPCA de 2026 em 4,10%, enquanto o modelo do BC pode indicar inflação de 3,45% no horizonte relevante, acima do centro da meta. O Copom deve, assim, iniciar o ciclo de flexibilização de forma gradual e com comunicação mais dura, refletindo o ambiente global mais instável e os riscos de persistência inflacionária. Foto: ANeto. Fonte: Broadcast.