O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos, afirmou que o conflito no Oriente Médio elevou o nível de imprevisibilidade para o agronegócio, afetando o planejamento dos produtores e a formulação do Plano Safra 2026/27. Segundo ele, a guerra intensificou movimentos especulativos nos preços de insumos, especialmente fertilizantes e combustíveis, pressionando os custos de produção em um cenário já marcado por margens apertadas e alto endividamento no campo. A tendência é que a política de crédito priorize o custeio da safra, diante da alta dos custos e da incerteza sobre a duração do conflito. Campos também destacou a importância de ampliar o uso de bioinsumos e biocombustíveis como forma de reduzir a dependência externa e aumentar a resiliência do setor. Apesar dos impactos, o Brasil tem conseguido manter o fluxo de exportações, ainda que com custos logísticos mais elevados. Foto: Canva. Fonte: Globo Rural.