A escalada da guerra envolvendo o Irã já provoca uma nova crise energética global, com países adotando medidas emergenciais como racionamento de combustível, subsídios e restrições ao consumo para conter os impactos econômicos. Governos da Europa, Ásia e África têm reagido de forma desigual, tentando proteger consumidores e evitar uma disparada ainda maior da inflação. O fechamento parcial do Estreito de Ormuz — responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo — reduziu a oferta e elevou fortemente os preços internacionais, desencadeando medidas de emergência em diversos países. Em economias mais vulneráveis, o impacto tem sido direto: governos passaram a limitar o consumo de combustíveis, subsidiar preços e até incentivar transporte público ou trabalho remoto para reduzir a demanda por energia. Em alguns casos, há redução de jornadas de trabalho, liberação de estoques estratégicos e congelamento de preços para evitar choques mais bruscos. A crise também já afeta cadeias produtivas globais, elevando custos de transporte, fertilizantes e alimentos, e aumentando o risco de inflação e desaceleração econômica mundial. Com o conflito entrando em semanas mais avançadas, cresce o temor de que o choque energético não seja temporário. Analistas apontam que, se a instabilidade persistir, o mundo pode enfrentar um período prolongado de volatilidade nos preços de energia — com efeitos diretos sobre o custo de vida e a atividade econômica global. Foto: Canva. Fonte: Veja.