O pesquisador Maurício Antônio Lopes argumenta que a agricultura moderna enfrenta os limites do modelo baseado apenas no aumento contínuo da produtividade. Embora avanços tecnológicos — como inteligência artificial e biotecnologia — ampliem a capacidade produtiva, a atividade depende de recursos finitos, como solo, água e clima estável. Segundo ele, a chamada “armadilha produtivista” ignora que a fome está mais ligada à desigualdade e ao acesso aos alimentos do que à produção global insuficiente. A pressão por produzir mais e mais barato entra em conflito com exigências ambientais e de sustentabilidade. O desafio do século 21, portanto, é conciliar eficiência produtiva com preservação dos recursos naturais e resiliência dos sistemas agrícolas. Foto: Canva. Fonte: Correio Braziliense.