A proposta de reduzir a jornada de trabalho e flexibilizar a escala 6×1 voltou ao centro do debate no Brasil, mas não é novidade. Desde os anos 1980, movimentos sindicais e discussões no Congresso já defendiam a adoção de semanas com mais dias de descanso, incluindo a jornada de 40 horas semanais. Durante a elaboração da Constituição de 1988, essa proposta chegou a ser aprovada em comissão, mas acabou substituída por um modelo intermediário de 44 horas. À época, o então deputado Luiz Inácio Lula da Silva já defendia a redução da carga horária como forma de gerar empregos e melhorar as condições de trabalho. Hoje, o tema retorna com novas propostas, como a redução para 40 horas sem corte de salários, em meio a discussões sobre produtividade, custos e bem-estar. Estudos sobre a mudança feita em 1988 indicam que a redução da jornada não trouxe impactos negativos relevantes sobre o emprego, mantendo o tema como um dos mais recorrentes nas agendas trabalhistas do país. Foto: Canva. Fonte: DW.