A proposta de retirar a responsabilidade de instituições financeiras em processos de licenciamento ambiental é alvo de críticas por potencialmente enfraquecer mecanismos de avaliação de riscos socioambientais. Em artigo, Fabio Ishisaki e Maurício Angelo argumentam que a flexibilização reduziria a importância da due diligence — prática usada por bancos para analisar impactos ambientais, sociais e regulatórios antes de conceder crédito ou financiar projetos. Segundo os autores, a mudança poderia ampliar riscos em setores como mineração, infraestrutura e agronegócio, ao diminuir incentivos para critérios rigorosos na liberação de recursos. Na avaliação deles, a participação dos bancos funciona como camada adicional de controle, ajudando a prevenir danos ambientais, conflitos sociais, perdas financeiras e insegurança jurídica em grandes empreendimentos. Foto: Canva. Fonte: Capital Reset.