Em artigo publicado no Eixos, Marisete Pereira, presidente executiva da Abrage, sustenta que o Brasil já dispõe da matéria-prima, da tecnologia e da demanda necessárias para implantar usinas hidrelétricas reversíveis, faltando agora um ambiente regulatório que permita sua expansão. Diferentemente das hidrelétricas convencionais, essas usinas funcionam como grandes sistemas de armazenamento de energia: nos momentos de excesso de geração, sobretudo de fontes solar e eólica, utilizam a eletricidade disponível para bombear água a um reservatório mais elevado. Quando a demanda cresce ou a geração renovável diminui, a água retorna ao reservatório inferior, movimentando turbinas e produzindo eletricidade. Embora o processo consuma mais energia do que devolva, seu principal benefício é armazenar excedentes para utilização nos horários de maior consumo, aumentando a flexibilidade e a segurança do sistema elétrico. Para o setor de bioenergia, essa tecnologia também pode ampliar a capacidade de integração entre diferentes fontes renováveis, favorecendo o aproveitamento da eletricidade gerada pela biomassa, além da solar e da eólica. Foto: Canva. Fonte: Eixos.