O mercado de açúcar mudou de direção em agosto, com os contratos futuros em Nova York saindo da faixa de 15 centavos para perto de 17,50 cents de dólar por libra-peso, em meio à expectativa de um possível déficit global na safra 2026/27. Segundo Marcelo Di Bonifácio, da StoneX, os fundos passaram em apenas uma semana de uma posição líquida vendida de cerca de 90 mil lotes para uma posição comprada de 25 mil lotes. O movimento ganhou força com rumores de que a Índia, após quase uma década, poderá voltar às compras internacionais, com possível importação de 1 milhão de toneladas ainda neste trimestre. O clima também entrou no radar, com chuvas abaixo da média na Índia, na Tailândia e condições desfavoráveis na União Europeia, em um cenário influenciado pelo El Niño. No Brasil, a valorização do açúcar começa a afetar também o mercado de etanol: preços do hidratado se recuperaram e a maior remuneração do açúcar pode estimular as usinas a aumentar o mix açucareiro na reta final da moagem, limitando a produção de biocombustível justamente quando a demanda começa a reagir. Foto: ANeto. Fonte: Money Times.