Seis entidades representativas dos produtores de etanol e cana-de-açúcar criticaram a declaração do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro de que pretende rediscutir, em um eventual governo, a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, atualmente em 32%. Em nota conjunta, Unica, Unem, Bioenergia Brasil, Feplana, Unida e Orplana afirmaram que a declaração desinforma o consumidor e questionaram a proposta, destacando que a política de biocombustíveis foi construída ao longo de décadas e sob diferentes governos. As entidades ressaltaram que testes conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia, com acompanhamento da ANP, fabricantes e produtores, demonstraram a viabilidade da mistura de 32% em 16 modelos de automóveis e 13 motocicletas. A Lei do Combustível do Futuro permite que a mistura chegue a 35%, desde que sejam realizados testes nos veículos a gasolina. Segundo as associações, o etanol contribuiu para que o Brasil alcançasse autossuficiência nos combustíveis do ciclo Otto. Foto: Canva. Fonte: Globo Rural.