Há um século, a Usina Henry Borden nasceu de uma ideia ousada: aproveitar o desnível de mais de 700 metros da Serra do Mar para produzir energia. Agora, a mesma região pode estar diante de um novo desafio tecnológico: usar sua geografia para armazenar eletricidade. Em artigo de opinião, Henrique Verdan, superintendente de M&A e Novos Negócios da Emae, destaca o potencial das usinas hidrelétricas reversíveis, tecnologia utilizada há décadas em outros países, mas que ainda não existe no Brasil. O sistema funciona como uma grande bateria hidráulica, bombeando água para um reservatório superior nos momentos de excesso de geração e devolvendo-a para produzir energia quando a demanda aumenta. A Emae estuda uma solução na região de Henry Borden, aproveitando a represa Billings e o desnível da Serra do Mar. Para Verdan, a implantação da primeira usina reversível brasileira dependerá da combinação entre engenharia, modelos de negócio e um ambiente regulatório capaz de remunerar os serviços de armazenamento e flexibilidade oferecidos ao sistema elétrico. Foto: ANeto. Fonte: Eixos.