Projetos de descarbonização da agropecuária brasileira podem gerar até 314,3 milhões de créditos de carbono entre 2025 e 2035, segundo estudo da Carbonn Nature com apoio do Instituto Equilíbrio e do IEAg. A maior parte do potencial está na recuperação de pastagens degradadas e no aumento do estoque de carbono no solo, mas especialistas alertam que esse volume não representa créditos automaticamente disponíveis nem receita garantida aos produtores. Para transformar carbono em ativo negociável, é necessário medir, documentar e verificar os resultados, processo que pode ser caro e exigir monitoramento por décadas. Por isso, pesquisadores descartam a ideia de que o carbono será uma “terceira safra”: a tendência é que funcione como fonte complementar de recursos para financiar a adoção de boas práticas, recuperação de áreas e redução de emissões. A abertura ao mercado internacional também exige cautela para que a venda de créditos não comprometa o cumprimento da meta climática brasileira. Foto: Canva. Fonte: Correio Braziliense.