O aumento das temperaturas, as alterações no regime de chuvas e eventos climáticos extremos podem modificar a distribuição de mosquitos e outros vetores de doenças no Brasil, alerta a Deutsche Welle. O Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya, pode se reproduzir mais rapidamente em condições de calor e umidade favoráveis, enquanto temperaturas mais elevadas também reduzem o tempo necessário para que o vírus se torne transmissível pelo mosquito. O problema não se restringe às arboviroses mais conhecidas: casos recentes de febre do Nilo Ocidental em São Paulo e Santa Catarina mostram que outros vírus também podem ganhar espaço. Na Amazônia, desmatamento, mineração e ocupação de novas áreas podem aumentar o contato entre pessoas e ciclos de transmissão silvestres; no Sul e Sudeste, o aquecimento pode ampliar a janela de atividade de determinados vetores. A reportagem ressalta, porém, que o risco epidemiológico resulta da combinação entre clima, urbanização, saneamento, armazenamento de água, circulação de pessoas e animais e mudanças no uso do solo. Foto: Canva. Fonte: Deutsche Welle.