O Brasil pretende avaliar se a China pode se tornar compradora de créditos de carbono brasileiros e avançar para um acordo bilateral sobre mercados de carbono que poderá ser anunciado na COP31, em novembro. Uma missão do Ministério da Fazenda estará em Wuhan entre os dias 14 e 18 de setembro para discutir a aproximação entre os sistemas dos dois países e avaliar o interesse chinês nos chamados Resultados de Mitigação Transferidos Internacionalmente (ITMOs), créditos negociados entre países no âmbito do Acordo de Paris. A intenção brasileira é avançar para um memorando de entendimento com a China durante a conferência climática da ONU, em Antália, na Turquia. Paralelamente, Brasil, China e União Europeia deverão aprovar um plano de trabalho para aproximar seus mercados de carbono. A coalizão reúne atualmente 11 jurisdições responsáveis por cerca de 42% das emissões globais e pretende avançar em regras de contabilidade, monitoramento, compensação e comércio de emissões, com o objetivo de aumentar a interoperabilidade entre os mercados. O Brasil também avalia antecipar a autorização para negociar internacionalmente seus créditos, inicialmente prevista para ocorrer entre 2031 e 2035. Se houver acordo com a China, o país asiático poderá se tornar um importante mercado para créditos brasileiros e ajudar a ampliar o fluxo de investimentos ligados à descarbonização e à economia de baixo carbono. Foto: Canva. Fonte: Forbes/Reuters.