O combustível sustentável de aviação (SAF) ainda representa menos de 1% do combustível consumido pela aviação mundial, mas é considerado a principal alternativa disponível para reduzir as emissões dos voos de médio e longo alcance nas próximas décadas. Segundo estimativas da IATA citadas pela Exame, o potencial brasileiro de matérias-primas poderia sustentar a produção de cerca de 60 milhões de toneladas de SAF em 2050. O país reúne vantagens como disponibilidade de biomassa, experiência em biocombustíveis, agricultura competitiva e capacidade tecnológica. A Lei do Combustível do Futuro, que estabelece metas de redução de emissões para a aviação a partir de 2027, reforça esse potencial. Para os autores, porém, o desafio não é apenas produzir SAF, mas capturar no Brasil o maior valor possível dessa nova cadeia, envolvendo tecnologia, certificação, financiamento, infraestrutura e comercialização. Foto: Canva. Fonte: Exame.