Jack Clark, cofundador da Anthropic, defende que empresas de inteligência artificial possam ser obrigadas a manter mecanismos de desligamento completo de seus sistemas, com verificação independente. Segundo ele, a sociedade e os legisladores precisam discutir requisitos para garantir que uma IA considerada perigosa possa ser desativada. A proposta surge em meio ao debate sobre os riscos do rápido avanço da tecnologia e sobre a necessidade de estabelecer limites para sistemas cada vez mais autônomos. Nos Estados Unidos, um projeto chamado “Kill Switch Act” prevê mecanismos para desativar ferramentas problemáticas e dá a determinadas agências poder para exigir sua suspensão ou limitação. No Reino Unido, o governo rejeitou recentemente a criação de um interruptor de segurança, argumentando que isso não impediria o desenvolvimento ou o uso inadequado de IAs em outros países. O debate também divide o setor: enquanto alguns executivos e pesquisadores alertam para riscos extremos, outros consideram exageradas as previsões de que a IA possa ameaçar a humanidade. Fonte: BBC News Brasil.