Estudo da Food and Land Use Coalition (FOLU), em parceria com a Systemiq e o WBCSD, aponta que as principais ferramentas usadas pelas empresas de alimentos ainda não incorporam adequadamente diversos riscos climáticos que podem afetar a produção agrícola. Incêndios, tempestades, ciclones, tornados, pragas, doenças, granizo, inundações costeiras e degradação do solo estão entre os eventos pouco ou nada considerados, enquanto secas e ondas de calor são avaliadas apenas parcialmente. O relatório também alerta que os modelos costumam tratar os eventos extremos de forma isolada, embora diferentes regiões possam ser atingidas simultaneamente, reduzindo as alternativas de fornecedores. No Brasil, são citadas a seca de 2021/22 no Rio Grande do Sul e as perdas provocadas pelos incêndios de 2024 em Goiás, estimadas em R$ 181,71 milhões. A FOLU estima que o setor privado poderia direcionar até US$ 630 bilhões por ano para os sistemas alimentares, mas apenas cerca de US$ 19 bilhões são destinados atualmente à resiliência climática, diante de uma necessidade anual estimada em US$ 1,1 trilhão. Um próximo estudo, previsto para janeiro de 2027, analisará especificamente o corredor de soja entre Brasil e China. Foto: Canva. Fonte: Globo Rural.