O setor de carne bovina considera limitado o efeito imediato de um eventual uso pelo Brasil do excedente da cota uruguaia de exportação para a China, medida anunciada pelo governo brasileiro, mas ainda dependente de autorização de Pequim. Segundo a Abiec, o impacto em 2026 seria reduzido pelo tempo necessário para negociação, embarque e chegada das cargas ao mercado chinês. Para 2027, porém, a medida pode ganhar importância diante da cota brasileira de 1,128 milhão de toneladas e da expectativa de esgotamento já nos primeiros meses do ano. Dados compilados pela Safras & Mercado indicam que o Brasil já enviou 1,144 milhão de toneladas de carne bovina à China até agosto, enquanto o Uruguai ainda teria entre 202 mil e 205 mil toneladas de sua cota não utilizadas. A efetivação da transferência, contudo, depende de aval oficial da China e ainda não há definição sobre volume, vigência ou condições do eventual acordo. Foto: Canva. Fonte: Globo Rural.