Pesquisadores da USP identificaram uma enzima presente no processo de formação de aerênquimas nas raízes da cana-de-açúcar que pode ampliar o aproveitamento dos resíduos da cultura para produzir biocombustíveis. Batizada de ASD, a molécula foi adicionada a um coquetel enzimático comercial e elevou em até seis vezes a liberação de açúcar do bagaço, matéria-prima para o etanol de segunda geração (E2G). A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de enzimas de origem vegetal capazes de degradar a estrutura resistente da biomassa com maior eficiência. Após 17 anos de pesquisas, a equipe pretende avançar na criação de um coquetel enzimático inteiramente vegetal, adaptado à composição da cana e com potencial para elevar o rendimento da produção de etanol. Foto: Canva. Fonte: Agência FAPESP.