Sete dos 16 indicadores climáticos monitorados por uma coalizão internacional de cientistas atingiram níveis extremos, segundo o relatório Estado do clima em 2026, publicado na revista BioScience. O estudo alerta para o risco de pontos de inflexão irreversíveis, incluindo a possibilidade de a Amazônia ultrapassar um limiar crítico sob aquecimento entre 1,5°C e 1,9°C, agravado pelo desmatamento. A concentração atmosférica de CO₂ chegou a 428 partes por milhão, enquanto as emissões de combustíveis fósseis permanecem em níveis recordes. Entre os sinais positivos, o relatório destaca que fontes de baixo carbono responderam por cerca de 43% da geração mundial de eletricidade em 2025, com crescimento de 18% no consumo de energia solar e eólica. Também registra queda de 36% na perda global de florestas tropicais primárias em 2025 e redução do desmatamento na Amazônia brasileira pelo quarto ano consecutivo. Os cientistas defendem acelerar a redução de emissões, proteger ecossistemas e ampliar medidas de adaptação climática. Foto: Canva. Fonte: Correio Braziliense.