A genética está no centro da estratégia da Embrapa para tornar a agropecuária brasileira mais resiliente aos eventos climáticos extremos, segundo sua presidente, Silvia Massruhá, em entrevista à VEJA. A instituição combina melhoramento tradicional, biotecnologia e edição gênica para desenvolver cultivares resistentes à seca, doenças e pragas, além de animais mais tolerantes ao calor. Entre os exemplos citados estão bezerros com melhor regulação da temperatura corporal e um inoculante produzido a partir de bactéria extraída do mandacaru, capaz de estimular o crescimento das raízes e ampliar a absorção de água. A pesquisa também avança no desenvolvimento de trigo adaptado ao calor do Cerrado e na expansão de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que já ocupam cerca de 20 milhões de hectares no país, com meta de alcançar 30 milhões até 2030. Para Massruhá, a adaptação exige soluções específicas para cada região e a integração entre ciência, assistência técnica, crédito e políticas públicas. Foto: Canva. Fonte: VEJA.