Relatório divulgado pela FAO, pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) aponta que 252 milhões de hectares estão em processo de restauração em 149 países, o equivalente a apenas 25% da meta global de recuperar cerca de 1 bilhão de hectares de ecossistemas até 2030. Para alcançar o compromisso, o financiamento anual destinado à recuperação ambiental precisará saltar de US$ 64 bilhões para US$ 296 bilhões. Segundo o estudo, a restauração pode gerar até 32 milhões de empregos e contribuir significativamente para o combate às mudanças climáticas: a recuperação de 15% das áreas prioritárias do planeta teria potencial para capturar 30% do aumento de CO₂ acumulado na atmosfera desde a Revolução Industrial e ajudar a evitar 60% das extinções de espécies. Os sistemas agroflorestais também se destacam, com potencial para melhorar a segurança alimentar de 1,3 bilhão de pessoas. A Ásia concentra a maior parte das áreas em restauração, com 192,2 milhões de hectares, enquanto a América do Sul registra 5,4 milhões. O relatório alerta que será necessário ampliar os investimentos, fortalecer o monitoramento e envolver povos indígenas e comunidades locais para transformar iniciativas isoladas em ações de maior escala. Foto: Canva. Fonte: Observatório do Clima.