Em artigo de opinião publicado na Folha de S.Paulo, o professor Ricardo Abramovay analisa o avanço da reação política contra a agenda ESG nos Estados Unidos e seus possíveis efeitos sobre a sustentabilidade empresarial. Segundo o autor, o termo “woke”, originalmente associado à consciência sobre desigualdades e discriminação, foi transformado pela extrema direita em instrumento de guerra cultural e passou a ser usado também para atacar iniciativas ambientais e sociais de investidores. Abramovay destaca leis aprovadas em estados americanos para restringir negócios com instituições financeiras que reduzam investimentos em empresas de combustíveis fósseis, além de pressões sobre grandes gestores de ativos que haviam assumido compromissos de descarbonização. Para ele, o recuo da agenda ESG não decorre da perda de relevância dos riscos climáticos, mas de uma mobilização política que procura restringir a capacidade da sociedade de estabelecer limites socioambientais à atividade econômica. Foto: Canva. Fonte: Folha de S.Paulo.