O mercado internacional de carbono ganhou impulso após a COP30 com a criação da Coalizão Aberta de Mercados Regulados, formada por 19 países e articulada pelo Ministério da Fazenda. O grupo busca destravar o Artigo 6 do Acordo de Paris, definindo padrões internacionais para uso e comercialização de créditos, reduzindo risco regulatório e evitando dupla contagem. Entre os membros estão União Europeia, China, Canadá e México, que juntos moldam grande parte da demanda global. No Brasil, o avanço depende da regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), previsto na Lei 14.900/2024 e ainda em detalhamento. O governo vê uma disputa global por quem definirá os padrões de referência, buscando posicionar o país como influenciador nas regras e fornecedor de soluções climáticas naturais. O desafio agora é transformar a articulação política em normas operacionais robustas, com segurança jurídica, verificação confiável e clareza sobre o uso dos créditos. Foto: ANeto. Fonte: CNN Brasil.