A possibilidade de uma nova greve de caminhoneiros acende alerta no agronegócio brasileiro, especialmente por coincidir com um momento decisivo da safra de soja 2025/26 e o escoamento de produtos perecíveis. Como o transporte rodoviário é a principal via de circulação da produção agrícola no país, uma paralisação pode comprometer rapidamente o fluxo de grãos até os portos, afetando exportações e gerando prejuízos logísticos. Produtos mais sensíveis, como frutas, carnes e leite, tendem a sofrer primeiro, com risco de perdas por falta de transporte e interrupções na cadeia de abastecimento. Além disso, o encarecimento do diesel, que está na origem das tensões com a categoria, pressiona o custo do frete e pode elevar preços ao consumidor, ampliando os efeitos inflacionários. Historicamente, paralisações desse tipo provocam desabastecimento e perdas relevantes ao setor agropecuário, evidenciando a forte dependência do país do modal rodoviário. Foto: Canva. Fonte: Exame.