A China decidiu restringir as exportações de fertilizantes para proteger seu mercado interno, aumentando a pressão sobre uma oferta global já afetada pela guerra no Oriente Médio. Como um dos maiores exportadores do insumo, o país teria limitado embarques de produtos à base de nitrogênio, potássio e fosfato, mantendo liberadas apenas algumas categorias, como o sulfato de amônio. A medida pode restringir entre metade e três quartos das exportações chinesas, impactando diretamente países dependentes, como o Brasil. Com isso, os preços internacionais já reagiram, com a ureia acumulando alta de cerca de 40% desde o início do conflito. A decisão reflete a prioridade chinesa em garantir segurança alimentar doméstica, mas agrava a escassez global e eleva os custos para o agronegócio. O cenário pode levar produtores a reduzir o uso de fertilizantes ou migrar para culturas menos intensivas, aumentando a volatilidade na produção agrícola mundial. Foto: Canva. Fonte: Dinheiro Rural-Reuters.