A startup brasileira Silva recebeu aporte de investidores como MOV e Instituto Itaúsa para atuar em um dos principais gargalos do reflorestamento: a produção e organização de mudas. A empresa busca estruturar a cadeia de viveiros florestais, considerada o elo mais frágil do setor, essencial para viabilizar a meta do Brasil de restaurar 12 milhões de hectares até 2030. A proposta da Silva é organizar e qualificar a oferta existente, conectando viveiros a projetos de restauração e mercado de carbono, em vez de criar novos ativos do zero. Segundo a empresa, mudas são o insumo mais crítico e caro do reflorestamento, e muitos viveiros ainda operam com baixa eficiência, pouca gestão e acesso limitado a crédito. A startup já mapeou mais de 120 viveiros, cerca de um terço da capacidade instalada do país, e trabalha na profissionalização dessas estruturas para garantir escala e qualidade. O movimento reflete o amadurecimento do mercado de restauração ecológica no Brasil, que depende da articulação entre capital, tecnologia e infraestrutura básica para crescer. A iniciativa busca assegurar que projetos de reflorestamento não enfrentem falta de insumos, condição essencial para o avanço da agenda climática e do mercado de carbono. Foto: Canva. Fonte: Capital Reset.