O modelo brasileiro de uso dos recursos hídricos, base do chamado “hidronegócio”, tem sido eficiente na geração de energia, mas ainda apresenta falhas relevantes do ponto de vista ambiental, avalia o cientista Carlos Nobre. O país, que concentra cerca de 12% da água doce do planeta e possui vasta rede hidrográfica, construiu uma matriz elétrica fortemente baseada em hidrelétricas, o que garante energia relativamente limpa e competitiva. No entanto, a expansão desse modelo ocorreu, em muitos casos, sem o devido equilíbrio com a conservação ambiental e os impactos sociais. Grandes obras alteraram ecossistemas, afetaram comunidades e comprometeram a biodiversidade. O desafio, segundo Nobre, é integrar gestão hídrica, planejamento energético e preservação ambiental, evitando que a vantagem energética se transforme em fragilidade ecológica. Foto: ANeto. Fonte: UOL.