Produtores rurais que não investirem em resiliência climática tendem a ser classificados como clientes de maior risco pelos bancos, segundo avaliação da CEO do Rabobank Brasil, Fabiana Alves. As instituições financeiras já incorporam critérios climáticos na análise de crédito, utilizando dados georreferenciados, histórico de produtividade e variáveis meteorológicas para avaliar a capacidade de pagamento no longo prazo. A mudança foi reforçada por normas do Banco Central do Brasil, que passaram a exigir maior rastreabilidade do risco e integração entre financiamento, uso do solo e impacto climático. Segundo a executiva, o risco climático deixou de ser opcional e passou a integrar a gestão prudencial do sistema financeiro, pressionando produtores a adotarem práticas mais sustentáveis. A tendência é que estratégias de adaptação e preservação ganhem peso na concessão de crédito, com maior demanda por instrumentos financeiros voltados à resiliência produtiva. Foto: Canva. Fonte: Globo Rural.