Na visão de Marcos Fava Neves, o avanço dos biocombustíveis — especialmente etanol de milho e biodiesel — está promovendo um “empoderamento bioenergético” do interior do Brasil, levando desenvolvimento econômico a novas regiões produtoras. Esse movimento cria cadeias integradas, com geração de energia, produção de proteína animal e fertilizantes, ampliando o valor agregado local. Ao mesmo tempo, o especialista alerta que o setor vive um momento difícil no curto prazo, com pressões financeiras sobre empresas e produtores. Ainda assim, a perspectiva de longo prazo segue positiva, com expectativa de crescimento na demanda por soja e milho e expansão da produção de etanol nos próximos anos. A combinação entre bioenergia e agroindustrialização é vista como um vetor estratégico para o país, capaz de reduzir desigualdades regionais e fortalecer o papel do Brasil como potência global em alimentos e energia renovável. Foto: Canva. Fonte: AgFeed.