A Petrobras iniciou estudos para produzir combustível sustentável de aviação (SAF) a partir do etanol, utilizando a rota Alcohol-to-Jet (ATJ), com possível instalação na refinaria de Paulínia (Replan). O projeto prevê capacidade de cerca de 10 mil barris por dia e posiciona a companhia em um mercado ainda caro, mas impulsionado por exigências regulatórias e pela crescente pressão por descarbonização no setor aéreo. O SAF pode custar de duas a quatro vezes mais que o querosene convencional, mas programas como o CORSIA criam demanda obrigatória e sustentam preços mais elevados. Nesse contexto, o Brasil surge com vantagem competitiva pelo uso do etanol, que pode reduzir emissões em até 80% no ciclo de vida. A estratégia indica uma mudança de lógica no setor energético, em que o valor passa a incorporar não apenas oferta e demanda, mas também o custo do carbono. Foto: Canva. Fonte: CNN.