Um estudo apresentado na conferência de Santa Marta revela que governos ainda destinam muito mais recursos aos combustíveis fósseis do que à energia limpa, evidenciando um descompasso na transição energética global. Segundo a análise, os aportes públicos em petróleo, gás e carvão superaram US$ 1,2 trilhão, com uma proporção de cerca de cinco vezes mais investimentos em fontes poluentes do que em renováveis. O levantamento indica que esse desequilíbrio dificulta o avanço das metas climáticas e prolonga a dependência de fontes fósseis, mesmo diante do crescimento das tecnologias limpas. Especialistas apontam que subsídios e incentivos governamentais ainda favorecem modelos energéticos tradicionais, criando barreiras para a expansão mais rápida de alternativas sustentáveis. O cenário reforça a necessidade de reorientação dos fluxos financeiros globais, especialmente por parte de governos, para acelerar a descarbonização e reduzir os riscos climáticos e econômicos associados à matriz energética atual. Foto: Canva. Fonte: Exame.