As maiores oportunidades não aparecem quando você muda, mas quando o mundo muda.

As maiores oportunidades não aparecem quando você muda, mas quando o mundo muda.

Jurandir Jr para o Cana Clipping

Uma discussão recente diz que o Brasil tem uma janela de três anos para se tornar competitivo na corrida global por data centers. A primeira impressão é pensar que o Brasil ficou mais competitivo, mas não foi isso que aconteceu.

O território é o mesmo, os rios continuam nos mesmos lugares, o vento continua soprando onde sempre soprou e o sol continua nascendo exatamente onde nascia.

O que mudou foi o mundo.

A inteligência artificial aumentou brutalmente a demanda por processamento e por consequência demanda por energia. Energia passou a ser um fator estratégico para decidir onde investir. De repente, aquilo que sempre esteve aqui passou a ter outro valor.

Essa lógica vale muito além dos países. Vale para empresas. Durante anos, vejo organizações tentando se reinventar completamente quando enfrentam dificuldades.

Às vezes isso é necessário mas, em muitos casos, a pergunta correta não é: “Como podemos mudar?” É: “O que mudou ao nosso redor que ainda não percebemos?”

Vantagens competitivas nem sempre nascem de uma transformação interna. Muitas vezes elas surgem quando uma competência antiga passa a resolver um problema novo.

Uma empresa continua fazendo praticamente a mesma coisa e o mercado é que passa a enxergá-la de outro jeito. É assim que setores inteiros renascem. É assim que tecnologias consideradas comuns se tornam estratégicas.

E também é assim que empresas deixam passar oportunidades. Não porque lhes faltava capacidade, mas porque continuavam olhando para si mesmas, quando a mudança estava acontecendo do lado de fora.

Estratégia é menos sobre prever o futuro e mais sobre perceber, antes dos outros, que o contexto mudou.

Toda vantagem competitiva tem prazo de validade e as melhores oportunidades raramente esperam quem demora para enxergá-las.

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Jurandir Junior é executivo com mais de 25 anos de experiência nos setores de energia, infraestrutura e bioenergia. Possui formação em tecnologia, com especialização em agronegócio, finanças e gestão de projetos. Atuou como diretor em empresa líder do setor sucroalcooleiro com foco em ativos e originação no segmento de power. É sócio-fundador da Vector3 Partners, atuando em originação de negócios, estruturação financeira e M&A no setor de energia. Contato: jurandir@vector3.partners | Tel.: (19) 98217-2122.

Uma discussão recente diz que o Brasil tem uma janela de três anos para se tornar competitivo na corrida global por data centers. A primeira impressão é pensar que o Brasil ficou mais competitivo, mas não foi isso que aconteceu.

O território é o mesmo, os rios continuam nos mesmos lugares, o vento continua soprando onde sempre soprou e o sol continua nascendo exatamente onde nascia.

O que mudou foi o mundo.

A inteligência artificial aumentou brutalmente a demanda por processamento e por consequência demanda por energia. Energia passou a ser um fator estratégico para decidir onde investir. De repente, aquilo que sempre esteve aqui passou a ter outro valor.

Essa lógica vale muito além dos países. Vale para empresas. Durante anos, vejo organizações tentando se reinventar completamente quando enfrentam dificuldades.

Às vezes isso é necessário mas, em muitos casos, a pergunta correta não é: “Como podemos mudar?” É: “O que mudou ao nosso redor que ainda não percebemos?”

Vantagens competitivas nem sempre nascem de uma transformação interna. Muitas vezes elas surgem quando uma competência antiga passa a resolver um problema novo.

Uma empresa continua fazendo praticamente a mesma coisa e o mercado é que passa a enxergá-la de outro jeito. É assim que setores inteiros renascem. É assim que tecnologias consideradas comuns se tornam estratégicas.

E também é assim que empresas deixam passar oportunidades. Não porque lhes faltava capacidade, mas porque continuavam olhando para si mesmas, quando a mudança estava acontecendo do lado de fora.

Estratégia é menos sobre prever o futuro e mais sobre perceber, antes dos outros, que o contexto mudou.

Toda vantagem competitiva tem prazo de validade e as melhores oportunidades raramente esperam quem demora para enxergá-las.

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Jurandir Junior é executivo com mais de 25 anos de experiência nos setores de energia, infraestrutura e bioenergia. Possui formação em tecnologia, com especialização em agronegócio, finanças e gestão de projetos. Atuou como diretor em empresa líder do setor sucroalcooleiro com foco em ativos e originação no segmento de power. É sócio-fundador da Vector3 Partners, atuando em originação de negócios, estruturação financeira e M&A no setor de energia. Contato: jurandir@vector3.partners | Tel.: (19) 98217-2122.

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