A crescente demanda por biocombustíveis está estreitando a relação entre os mercados de energia e de commodities agrícolas, segundo análise do Goldman Sachs. Quando o petróleo sobe ou governos ampliam os mandatos de mistura, torna-se mais atrativo direcionar milho, soja, cana e óleos vegetais para a produção de combustíveis, aumentando a competição com os mercados de alimentos e ração. O movimento é particularmente relevante no Brasil, onde as usinas podem alternar a destinação da cana entre açúcar e etanol conforme a rentabilidade de cada produto. Segundo o banco, a alta do petróleo em 2026 elevou a atratividade do etanol e pode estimular maior direcionamento da cana para o biocombustível. Para commodities agrícolas, isso significa que preços do petróleo, políticas de biocombustíveis e capacidade de processamento passam a ser fatores cada vez mais importantes na formação dos preços. Foto: Canva. Fonte: Money Times.