O sistema de plantio direto precisa ser entendido como uma filosofia de produção, baseada na diversidade de culturas, na preservação do solo e no aumento da sustentabilidade no campo, afirma Maira Lelis, primeira mulher a presidir a Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto (FEBRAPDP). Produtora em Guaíra (SP), ela defende que o modelo vá além do simples cultivo sobre a palha e incorpore rotação de culturas e maior atenção à vida do solo. Segundo Lelis, a adoção dessas práticas permitiu à sua propriedade reduzir o uso de fertilizantes e inseticidas e até passar três safras de soja sem adubação potássica, com a reciclagem de nutrientes pelas plantas. “O sistema de plantio direto não é apenas uma técnica: é uma filosofia de produção”, afirma. Ela também destaca que “o estoque de carbono em um solo produtivo com boas práticas se assemelha ao que temos em uma área de mata nativa”. Foto: Canva. Fonte: Globo Rural.