O possível fortalecimento do El Niño aumenta as incertezas para o setor elétrico brasileiro e reforça a necessidade de planejamento de longo prazo, avaliam Ricardo Baitelo, Anton Schwyter e Marcelo Testoni, pesquisadores e comunicador do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema). Em um sistema com forte participação hidrelétrica, alterações no regime de chuvas podem reduzir os níveis dos reservatórios e exigir fontes complementares de geração. Os autores defendem, porém, que segurança energética não deve ser associada automaticamente à expansão de termelétricas a gás, apontando alternativas como armazenamento de energia, modernização das redes de transmissão, gestão dos reservatórios e expansão das fontes renováveis. Para eles, segurança e transição energética devem ser tratadas de forma conjunta, com políticas capazes de enfrentar a variabilidade climática sem ampliar a dependência de combustíveis fósseis. Foto: Canva. Fonte: Eixos.