O El Niño previsto para atingir intensidade de “super El Niño” no último trimestre de 2026 deve produzir impactos bastante diferentes entre as regiões e culturas brasileiras, segundo relatório da Aon. O trigo aparece como a cultura de maior risco no curto prazo, especialmente no Sul, onde a colheita coincide com o pico do fenômeno e o excesso de umidade pode provocar germinação pré-colheita e doenças fúngicas. No Sudeste, café de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo preocupa devido ao risco de calor e irregularidade das chuvas durante fases como florada e enchimento dos grãos. Para a soja, o cenário é mais favorável no Centro-Oeste, com expectativa de chuvas de verão mais regulares, enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta maior risco de encharcamento. A primeira safra de milho no Sul também terá exposição a tempestades e granizo, mas a safrinha deve escapar dos efeitos mais severos, pois seu período reprodutivo ocorrerá quando o fenômeno estiver perdendo força. No Norte e Nordeste, a Aon alerta ainda para estiagem, queimadas, estresse hídrico e dificuldades de logística pelo Arco Norte. Segundo a NOAA, há 95% de probabilidade de o El Niño atingir seu pico entre outubro e dezembro de 2026 e o fenômeno pode persistir até abril de 2027. Foto: Canva. Fonte: Broadcast Agro.