O avanço do El Niño em 2026 expõe a vulnerabilidade da agricultura latino-americana a secas, calor e eventos extremos, enquanto governos ainda carecem de medidas consistentes de adaptação, segundo pesquisadores ouvidos pela CNN Brasil. No Brasil, os impactos recentes já incluem chuvas 30% a 40% abaixo do normal na Amazônia e no Pantanal em 2024 e perdas de R$ 8,5 bilhões na agropecuária do Rio Grande do Sul provocadas por enchentes. Entre as estratégias apontadas estão a diversificação de culturas, sistemas agroflorestais, conservação do solo e da água e corredores agroecológicos, mas a adoção em escala depende de assistência técnica, financiamento e políticas permanentes. O coordenador técnico do IICA no Brasil, Heithel Silva, defende uma agenda climática regional capaz de integrar adaptação, produção e agregação de valor, com atenção especial aos pequenos produtores. Especialistas também destacam a preservação da vegetação nativa como uma espécie de infraestrutura de proteção da produção rural e defendem maior cooperação entre países latino-americanos para antecipar e enfrentar os riscos climáticos. Foto: Canva. Fonte: CNN Brasil.