A redução da jornada de trabalho em países europeus como Portugal, França, Itália, Bélgica e Eslovênia foi acompanhada por crescimento econômico e sem impactos significativos sobre o emprego, segundo estudo publicado em 2022 pelo Instituto de Economia do Trabalho (IZA). A experiência internacional alimenta o debate no Brasil, onde o Senado aprovou a PEC que prevê o fim da escala 6×1, jornada semanal de 40 horas e dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. Especialistas divergem sobre os efeitos da mudança: defensores apontam potencial de aumento da produtividade, retenção de trabalhadores e estímulo ao consumo; críticos alertam para elevação dos custos, risco de desemprego e possíveis perdas no PIB. No Brasil, a produtividade do trabalho avançou 34,2% entre 1988 e 2025, enquanto a rotatividade chega a 79% ao ano no setor de bares e restaurantes. A proposta ainda depende de promulgação para entrar na Constituição. Foto: Canva. Fonte: BBC News Brasil.