A inteligência artificial está acelerando o desenvolvimento de sementes e ampliando a concorrência com as multinacionais do setor. Na brasileira Shull, especializada em genética de milho e sorgo, a tecnologia reduziu de pelo menos oito anos para quatro ou cinco anos o ciclo de criação de novos híbridos, com diminuição proporcional dos custos de pesquisa. A empresa, fundada em 2016, elevou seu faturamento de R$ 90 milhões em 2023 para cerca de R$ 200 milhões e pretende ampliar sua participação no mercado brasileiro de sementes de milho de 2% a 3% para 10% na próxima década. Segundo o Ministério da Agricultura, o número de empresas requerentes de registros de produtos passou de quatro, em 2006, para 29, em 2025, enquanto os registros cresceram de 15 para 241. A IA também favorece o desenvolvimento de variedades adaptadas a condições regionais específicas, embora bancos genéticos, investimentos e capacidade comercial continuem sendo vantagens importantes das grandes empresas. Foto: Canva. Fonte: AgFeed.