A conquista das maiorias na Câmara e no Senado pelos democratas nas eleições de meio de mandato deve impor limites à política ambiental do presidente Donald Trump e abrir espaço para maior fiscalização de suas decisões, segundo análise do Observatório do Clima. O resultado pode afetar a agenda climática internacional, especialmente pela capacidade do Congresso de controlar gastos, questionar medidas do Executivo e defender investimentos em energia limpa e políticas baseadas na ciência. No segundo mandato, Trump voltou a retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris, incentivou a expansão da produção de petróleo e gás e revogou medidas de proteção ambiental. Para Claudio Angelo, coordenador de Política Internacional do Observatório do Clima, a derrota representa um recado político com repercussões que podem alcançar as negociações climáticas internacionais, inclusive a COP31. O texto ressalta, porém, que o resultado eleitoral não encerra a disputa: a atuação do Congresso e as escolhas políticas de 2027 serão determinantes para consolidar os limites ao governo. Foto: ANeto. Fonte: Observatório do Clima.